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sexta-feira, 17 de junho de 2011

PERÍODO DE REDEMOCRATIZAÇÃO (1946-1964)

No período de Redemocratização no Brasil, por um momento pudemos acreditar que por fim, educação havia se tornado prioridade no país e que haveria boas ações para o melhoramento e desenvolvimento da mesma. Não que este objetivo não pertencesse ao Estado, mas que efetivamente haveria ação e mudanças concretas para a qualidade do ensino. Com um capítulo na Constituição de 1946, prevíamos um grande avanço. Porém, as intensas atividades do Estado ao longo do período, que vai de 1946 a 1964, marcaram as grandes mudanças que caracterizam um diferencial na Educação Fundamental. De fato, diante de vários governantes, cada sucessor expressava sua discordância do governo anterior e as promessas de mudanças não foram poucas. Nesse período, construíram escolas nas zonas rurais e urbanas, porém, havia problemas na educação. Kubitschek apontou alguns deles: o curto período de escolaridade, com o despreparo dos professores, a falta de recursos e material didático e uma disparidade entre o currículo e a realidade dos alunos. Jânio Quadros aponta também que é necessária a melhoria na educação, uma vez que foram detectadas deficiências no ensino. No governo de João Goulart, se fomenta a qualidade da educação, visando às crianças mais pobres.
As dificuldades na implementação e os problemas que havia nessa época no país, seguem sendo os mesmos até os dias de hoje. É evidente que hoje há recursos financeiros, porém, há má administração e corrupção, a falta de organização e autonomia e incapacidade por parte dos municípios.
As atividades do Estado foram conduzidas pelos seguintes presidentes: Gaspar Dutra, Getúlio Vargas, João Café Filho, JK, João Goulart.

GASPAR DUTRA (1946-1951)

Eurico Gaspar Dutra candidatou-se à presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD) e foi eleito em 2 de dezembro, tendo contado no final da campanha, com o apoio de Vargas. Passou para a reserva dois dias antes de sua posse, em 31 de janeiro de 1946. O governo de Eurico Gaspar Dutra dedica um de seus capítulos á educação na constituição de 18 de setembro 1946.

GETÚLIO VARGAS (1951-1954)

Eleito de forma indireta pela Assembléia constituinte, Getúlio Vargas assumiu a presidencia do país em 1934 após a revolução de 30.
A constituição de 1934 marcou o início do processo de democratização do país, dando seqüência às reivindicações revolucionárias.
A educação no país era em poucas palavras, restrita a algumas classes sociais. Durante esse período veio então a Constituição de 1946 que passou a se “dedicar” mais à educação no país, com assuntos tradicionais com ênfase na educação como direito de todos, o que não foi bem assim. A partir de 1948 foi formulada a Lei de diretrizes e Bases da Educação Nacional(LDB) oficialmente puplicada em 1961. Vargas em conjunto com Estados aliados mascaravam a realidade do ensino no Brasil, o que acontecia de errado na politica educacional do país sempre eram de responsabilidade dos Estados independentes do governo. Durante o governo Vargas o ensino fundamental vivia em uma desorganização total, não existia vagas para todos e os edu cadores sofriam pressões politicas em relações aos seus ideais pela educação. A “democracia” era pra ser de todos, mas durante ao governo Vargas não existia qualquer preocupação com a capacitação da população, melhorias do ensino médio, etc. Os Estados foram forçados a ampliar o número de escolas no país (o que aconteceu de forma muito lenta). A visão do governo era o ensino superior, o que na verdade era prioridade e desejo ao alcance de poucos.

CAFÉ FILHO (1955)

João Fernandes Campos Café Filho nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte, em 3 de fevereiro de 1899, filho de um senhor de engenho. Trabalhou como comerciário para estudar direito na Academia de Ciências Jurídicas e Comerciais do Recife, capital pernambucana. Depois de formado, passou em um concurso público para procurador da Justiça e pôs em prática sua posição contrária à oligarquia local, defendendo os trabalhadores.
Ingressou na política depois de participar da Revolução de 1930. Eleito deputado federal em 1934, exerceu o mandato até a instauração do Estado Novo, em 1937. Em 1945, com a redemocratização, foi novamente eleito para a Câmara dos Deputados e integrou a bancada da oposição, assumindo posições esquerdistas. Em 1950, por imposição do governador de São Paulo, Adhemar de Barros, participou da chapa de Getúlio Vargas como vice-presidente. Com o suicídio de Vargas, assumiu a presidência em 24 de agosto de 1954. Entregou o cargo a Carlos Luz, presidente da Câmara dos Deputados, em novembro do ano seguinte, após ter sofrido um ataquecardíaco.
Recuperado, os militares o impediram de voltar porque buscavam garantir a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek. Em 1961, foi nomeado ministro do Tribunal de Contas do Estado da Guanabara pelo governador Carlos Lacerda. Morreu no Rio de Janeiro em 20 de fevereiro de 1970.
Foi o governo de transição que a educação fundamental existia mais pouca coisa foi feita.

JK (1956-1961)

Conhecido como JK, Juscelino Kubitschek de Oliveira nasceu em Diamantina, no dia 12de setembro de 1902 — e faleceu na cidade de Resende em 22 de agosto de 1976, num acidente de carro. Foi médico, militar e político brasileiro. JK foi o único presidente de origem cigana em todo o mundo.
Estudou no seminário diocesano de Diamantina, onde concluiu o curso de humanidades aos 15 anos incompletos. Depois estudou medicina na Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, formando-se, em 1927, na mesma turma de Pedro Nava e de Pedro Salles, três anos antes de Guimarães Rosa e quatro antes de Oswaldo Costa.
Casou-se, com Sarah Gomes de Lemos, em 1931. Em 1934, iniciou sua carreira política quando foi nomeado chefe da Casa Civil do então interventor federal em Minas Gerais, Benedito Valadares. Foi eleito deputado federal, em 1934, pelo recém-criado "Partido Progressista", criado por membros de PRM que apoiaram a revolução de 1930. Foi prefeito de Belo Horizonte, nomeado por Benedito Valadares, de 1940 a 1945. Foi eleito deputado federal para a Assembleia Nacional Constituinte de 1945, pelo Partido Social Democrático (PSD), foi governador de Minas Gerais (1951-1955), e presidente do Brasil entre 1956 e 1961.
Juscelino foi o último presidente da República a assumir o cargo no Palácio do Catete. Foi empossado em 31 de janeiro de 1956, e, governou por 5 anos, até 31 de janeiro de 1961. Seu vice-presidente, eleito também em 3 de outubro de 1955, foi João Goulart.

JOÃO GOULART (1961-1964)

Com a renúncia de Jânio Quadros, a presidência caberia ao vice João Goulart, popularmente conhecido como Jango. No momento da renúncia de Jânio Quadros, Jango se encontrava na Ásia, em visita a República Popular da China.
Jango assumiu a presidência em 7 de setembro de 1961 com mais de 80% de aprovação sob o regime parlamentarista, e governou até o Golpe de 64, em 1º de abril. Seu mandato foi marcado pelo confronto entre diferentes políticas econômicas para o Brasil, conflitos sociais e greves urbanas e rurais. Seu governo é usualmente dividido em duas fases: Fase Parlamentarista (da posse em 1961 a janeiro de 1963) e a Fase Presidencialista (de janeiro de 1963 ao Golpe em 1964).
Foi durante a vigência desta Constituição que ocorreu o Golpe militar de 1964, durante a presidência de João Goulart. A partir de então, a carta-magna passou a receber uma série de emendas, descaracterizando-a.
A solução encontrada foi o estabelecimento do regime parlamentarista de governo que vigorou por dois anos (1961-1962) reduzindo enormemente os poderes constitucionais de Jango. Com essa medida, os três ministros militares aceitaram, enfim, o retorno e posse de Jango. Em 5 de setembro Jango retorna ao Brasil, e é empossado em 7 de setembro.
Em 1963, a população brasileira apoiou o retorno do sistema presidencialista, o que acabou dando maiores poderes para João Goulart que defendeu a realização de reformas que poderiam promover a distribuição de renda por meio das chamadas Reformas de Base.
O presidente Goulart declarou que em algumas regiões havia falta de escolas em quanto em outras havia prédio escolares sendo usados para outros fins. A desorganização na expansão da educação fundamental alcançou o mais alto grau no final do período.
Problemas estruturais que atenda a demanda que se agravou mais na zona rural do que na zona urbana, materiais básicos como professores.
Ao ser provado e passando a vigorar em 1961, a lei da (LDB) tinha perdido muito de sua orientação original. Sua proposta de descentralização, não tinha mais a força contida no processo original. Apesar das inúmeras perdas, houve importantes ganhos, esta lei estabelecia que a educação devesse continuar ser oferecida como um direito do cidadão, e que deveria ser dada prioridade, na alocação de recursos públicos, ao desenvolvimento e manutenção do sistema educacional público.
Propunha também que a oferta de educação sistemática fosse estendida à iniciativa privada, sendo que o financiamento público para a educação particular dependeria do cumprimento de requisitos específicos.
O governo de Jango apresentava sérios riscos aos interesses dos grandes proprietários, empresariado e as classes médias. Com isso, membros das Forças Armadas, com o apoio das elites nacionais e o apoio estratégico norte-americano, começaram a arquitetar o golpe contra João Goulart em 1964.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

TOLLINI, Ignes Martins. Estado e Educação Fundamental. Brasília. Ed. Plano, 2002.

http://www.mundoeducacao.com.br/historiadobrasil/era-vargas.htm acesso em: 17 de junho de 2011.

Sousa, Rainer. Governo Jânio Quadros. 2007. Disponível em: Acesso em 14 de junho de 2011.

Acesso em 11 de junho de 2011

2 comentários:

  1. Não é dos melhores períodos para a educação, mas foi uma tentativa de estabelizar a economia nacional, a educação não era o forte, esta tinha na vontade dos governantes pouquissimos incentivos.

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  2. eu n gosto mt da historia do brasil ,mas para min essa foi uma das èpocas mais "movimentadas"no pais .

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